Tag: vida

E a vida passa assim…

Ela morreu.
Simplesmente assim, em sete dias descobriu uma insuficiência renal, se internou no hospital e não voltou mais. Seco. Duro. Rápido. Sem dó!
Deixou um marido, dois filhos lindos e várias histórias.
Não conheci a pastora. Não conheci a esposa e muito menos a mãe.
Eu conheci uma garota que desde que nasci fez parte da minha história e ajudou a construir a pessoa que sou hoje.
Eu conheci a menina petulante, brava, que chorava de raiva mas que tinha um coração enorme e um olhar tão profundo que desnudava sua alma.
Conheci uma adolescente rebelde, que não tinha medo de correr atrás dos seus objetivos, de criar as suas situações e viver intensamente. Que era bem humorada e que odiava estudar francês.
Ela foi a garota que quase morreu atropelada junto comigo, quando me colocou no meu carrinho de boneca laranja (ela tinha um igual vermelho) e apostamos corrida pela rua. Ela era amiga que gostava de ficar de madrugada comendo de colher farinha láctea com leite no copo e falar sobre a vida e os planos.
A gente enfiava azeitonas na boca até não aguentar mais e explodir de rir cuspindo azeitona pela cozinha.
Ela não tinha paciência.

Ela gritava fácil.

Ela era tão fresca, que comia ovo frito de garfo e faca.
A gente sentava na calçada em frente o prédio e contava quantos carros pretos passaram na Alameda Lorena.
A gente assistiu juntas Cavaleiros do Zodíaco e fantasiávamos que guerreiros de Athena viriam nos salvar.
Ela mandou nosso primo Eduardo me dar um soco na cara e ele deu.
Ela chorou, riu, fez amigos, brigou, saiu de casa, voltou pra casa. Tanta coisa...
Agora você não está mais aqui. Sua missão se cumpriu... Você foi e deixou um buraco enorme que eu sinceramente não imaginava que iria ficar.
Doeu muito te ver pela última vez no caixão. Saber que nessa vida, não nos falaremos mais. Mas eu tenho plena certeza de que nos encontraremos em outra! Almas irmãs não se separam assim de uma hora pra outra. E também tenho certeza de que está bem e com boas pessoas!
Você foi, levou um pedacinho de mim. Obrigada por tudo!
Obrigada por ser a irmã que eu não tive.
Obrigada!
Obrigada!

Anúncios

Desabafo…


Hoje eu voltei…
Acho que estive fora de mim tempo demais…
Temos atitudes inconscientes que nos levam a caminhos estranhos, muitas vezes árduos…
De uns dias pra cá… eu me senti. Eu senti o fogo de ser eu… o calor e a cor de ter minha vida e de ser eu mesma. Comecei a ser audaciosa e a fazer e dizer coisas que nunca disse ou fiz antes.
E percebi que dessas andanças em estradas escuras e frias, eu consegui algum proveito. A menina que agora virou uma mulher e se descobriu fêmea, forte, linda e capaz de conseguir muitas coisas para o seu bem e para o bem dos que estão a sua volta, voltou a viver.
A mudança não é tão perceptível por fora… mas foi algo muito grandioso por dentro!
Falando da atitude inconsciente, eu acho que minha mente (ou a minha alma) estava pedindo um tempo. Um momento de recolhimento para reflexão. Às vezes a casa de nossa alma fica bagunçada, e precisamos de um tempo para colocar tudo no lugar.
Eu não sei exatamente quando isso começou, se foi com uma decepção que tive, se foi estresse, crise dos 30…TPM atômica de longa duração…só sei que em dado momento eu o cortei meu cabelo. Aqui mesmo nesse blog eu contei o dia em que fui cortar e relendo hoje o post eu vejo o sinal do que estaria por vir.
Eu não sabia a importância brutal que meu cabelo tinha pra mim, escrevo o verbo no passado porque isso não me atinge tanto agora, é lógico que deixarei meu cabelo crescer novamente mas não é o fator mais importante do meu eu.
Depois disso, fui entrando em um torpor estranho, onde a vida era um filme e eu a expectadora que só assiste e não participa.
Me entreguei a dor. Me entreguei a solidão. Me entreguei a auto piedade e vitimismo. Me entreguei a preguiça. Me entreguei a gula.
Quando eu percebi, estava com 10 kg a mais, com crises de bronquite e travada. Parei de dançar, não fiz mais o curso de dança do ventre, parei com o zouk, não desenhei mais, e li somente um livro no ano inteiro.
Não sei se isso é depressão. O que eu sei é que recebi muitos sinais, durante esse tempo. Podemos dizer que é de Deus, de Alah, dos espíritos mentores, dos anjos, do universo. Eu prefiro chamar esse ser superior de Deusa. Ela sempre conversa comigo de formas muito sutis. Me mostra caminhos lindos e também tortuosos.
Fico grata e orgulhosa de mim mesma de ser inteligente o bastante de absorver isso e parar pra pensar.
Hoje o sinal foi o mais maravilhoso de todos. Um sinal de bem-vinda de volta a vida!
Resolvi voltar à dança do Ventre mesmo se achando acima do peso demais pra isso. Saindo de lá, um arco-íris estava bem na minha frente, entre o sol e a chuva. O arco-íris maior e mais bonito que eu já vi!
Agradeci .
Hoje eu sou fogo. Fogo e pura luz. E como toda pessoa que tem a chama sagrada dentro de si, quero me movimentar, quero coisas e pessoas e conquistas.
Vou mudar de emprego, vou emagrecer o quanto eu puder e no tempo que for melhor pra mim. Vou me apresentar na formatura de dança, vou fazer outro curso de dança (Pole Dance..aí vou eeeeuuuu!!!), vou estudar…vou amar…
Por falar nisso… Já são 6 anos né? Inegável que não conseguimos ficar longe um do outro entre brigas, conversas, sarros, sexo, exclusões e tantos mimimis…mesmo assim não conseguimos nunca ficar um longe do outro né… mesmo quando brigamos e paramos de nos falar (e não foi só uma vez) ainda sim estamos secretamente um olhando para o outro…você me chama, pensa em mim, eu sonho com você, te ligo. Acontece algo entre nós que nem sabemos exatamente o que é. Mas sabe o que eu mais gostei? É acontecer exatamente o que eu disse aqui, no entanto, meus sentimentos são diferentes do que eu previa. Independente da situação, você é meu e eu sou sua, o quê (amigos, amantes, alma-gêmea, step, fodinha-amiga, nada), eu ainda não sei mas podemos descobrir. Eu sou paciente.
Por enquanto eu estou aproveitando este momento-luz da minha vida e vou brilhar por aí.
Viver é bom… viver sem medo é melhor ainda!!!

Porque a estrada é grande… e a vida vale a pena!!!!


Esses dias tenho pensado um pouco sobre a morte.
Quase entrei numa crise de pânico e depressão.
Fiquei pensando… E se a morte me aparecesse Bela e Terrível estendendo suas negras mãos de escuridão e nada para me buscar. E se nesse momento ela fosse benevolente(há!) e me desse mais um tempo antes de me levar?
O que eu faria?
O que eu mudaria? Do que me arrependeria?
Iria chorar pelos beijos não dados? Pelas pessoas que deixei pra trás por medo, vergonha ou arrogância?
Me repreenderia por não ter dito às pessoas que eu amo, que eu amo, o quanto elas eram importantes pra mim? (bem clichê)…
Iria me arrepender por ter tido preguiça de fazer coisas, de brigar com quem merecia, por ter chorado demais por pessoas que não valiam a pena? Ou por não ter derramado uma lágrima quando o momento era o certo?
O que eu fiz de certo? O que eu fiz de errado?
Existe certo ou errado?
São muitas perguntas… Fiquei com estes questionamentos na cabeça…
Resolvi que vou viver… com menos medo possível conduzindo a minha vida… com mais amor e lucidez.
Eu gostei dessa sensação de liberdade.
Lamentar é para os fracos. Vou deixar o passado pra trás e viver …a estrada é grande e tenho muita coisa pra fazer!!!!!

Sobre solidão, vazio e vida….

Sexta estava eu com uma amiga do trabalho a Tammy,(aquela mesma que tem 21 anos e tem uma maturidade excepcional e uma lucidez incrível) num buteco xexelento do Portal, tomando cerveja e comendo porção de calabresa e bolo(!) e como sempre começamos a filosofar. Eu estava falando sobre o abismo de solidão que existe em mim.
Falar de solidão é um pouco complicado. Falar desse sentimento que tenho é complicado e difícil de explicar… às vezes nem eu entendo.
Contei pra ela sobre como estou incomodada com isso.
O que acontece é que, eu tenho amigos. Tenho pessoas maravilhosas que sempre estão ali comigo, e eu compartilho momentos maravilhosos com eles.
Mas quando eu sozinha… comigo mesma… sinto esse abismo…essa solidão…
Não que eu não goste de estar comigo… não que eu não goste de ficar sozinha com meus pensamentos e filosofices…
Essa minha amiga não concordou com a minha conclusão quando eu disse que achava que estava vivendo a vida dos outros. Que tinha a sensação de que a vida só existia quando estava com eles. Cada momento, cada cinema, cada telefonema, cada risada que eu tinha com eles, cada visita, cada shopping, cada livro e cada música.
Aqueles momentos são fragmentos de vida que eu tenho. A impressão que eu tenho é que a vida acontece pra mim quando estou com eles.
Isso me incomodou um pouco. Porque não tenho “as minhas coisas pra fazer”…
Talvez isso seja a falta de um amor… Aqueeeele “amor”…
Ela disse que não concordava comigo porque eu tinha sim minhas coisas…
Estava super envolvida com a dança, com a música, com os estudos… e assim eu vivia “as minhas coisas”…
Não sei exatamente o que concluir disso… o fato é que eu gostaria de tirar essa sensação de mim…

Ansiedade, consciência e afins

Estava pensando sobre o que escreveria. Geralmente escrevo sobre coisas que estão me afligindo.
Esses dias conversei com a Lígia sobre expectativa. Sobre parecer uma adolescente e esperar que as coisas aconteçam e que tudo se resolva logo (de preferência do jeito que a gente quer ;)).
Eu estava um pouco incomodada com a minha ansiedade. Eu sou uma pessoa extremamente ansiosa com as coisas e quando eu quero, enquanto não consigo eu não sossego.
Foi assim com meus esmaltes holográficos, com meu sapato de passarinho e tudo mais.
Uma coisa que ela disse e que foi muito interessante que a ansiedade é de mulher mesmo. Independente da idade principalmente quando o assunto é amor.
Ser mulher é muito legal.
De uns tempos pra cá eu, mais especificamente no começo do ano, eu tenho prestado mais atenção em mim como mulher mesmo. As vezes eu acho estranho e bizarro meus sentimentos, as vezes acho legal.
Sei que tenho cabeça de homem muitas vezes e em muitas situações da minha vida. Mas em outras eu me pego sendo “mulherzinha” , por vezes delicada, por vezes menina, por vezes mimada e muitas vezes emotiva.
Não acho ruim… fico feliz de saber que estou mais consciência do meu eu, do meu ser.
Uma pessoa que é uma montanha russa de emoções, que tem muitas qualidades e defeitos e tem muita consciência de si mesma. Talvez não total, mas bem elevada.

Beleza padronizada…


A minha brilhante amiga(e agora colega de dança! heheheh) Aline em seu blog disse algumas coisas muito interessantes.
[p.s. adoro seu esforço de não dizer mais palavrões]
Beleza…
O que é beleza?
Concordo com o que ela diz e tenho algumas cositas a acrecentar.. Acredito que em muitas situações da vida e de nossa sociedade, a beleza abre as portas, dá oportunidade de conseguir coisas que uma pessoa comum, ou até feias, não conseguiriam.
Acho também que pessoas apenas bonitas são um saco! Imagina o cara mais lindo da Terra… a mina “móór mais” gostosa do universo…Bom de olhar né? Bom de pegar né? Bom de fazer sexo né? Mas e aí??? E depois?
Poxa. Tão bom ter uma pessoa legal para conversar, um papo legal sem ser idiota e egocêntrico. Não que todos os lindo e perfeitos(?) sejam assim… mas digo que a maioria é. Portanto, também prefiro uma pessoa com papo legal, inteligente, com conteúdo, etc etc.
Também não vamos ovacionar a hipocrisia e dizer que não é legal ser bonito. Dizer que numa balada, festa ou até mesmo andando sorrateiramente na rua não olhamos o que achamos bonitos…
Mas aí entra o pequeno grande detalhe… o nosso padrão…
Cada pessoa tem um padrão de beleza que lhe atrai…portanto…não existe uma fórmula mágica pra dizer extamente que essa ou aquela pessoa é bonita… cada um tem o seu padrão….o meu por exemplo é homem grandão e gordinho… de um amigo é de mulher bem baixinha… de outra amiga são homens magrelos…
Então não dá pra padronizar!
Pensem nisso!!!