Tag: Solidão

Porque o não nós já temos…


Hoje foi um dia interessante…
Várias situações me levaram a meditar mais sobre relacionamentos.
Várias visões diferentes sobre o assunto me foi apresentada e não achei nenhuma delas erradas.
Hoje li sobre a visão de Deus para o amor e casamento, muito interessante o autor falar de um sonho que teve que retrata exatamente como a sociedade age hoje. Daril fala em seu post Feira da Solidão sobre a banalização dos relacionamentos, onde as pessoas têm uma visão vazia de amor e que isso as torna infeliz. Fala também sobre precisarmos de Cia.
Já no blog Cem Homens, a autora fala num post/desabafo sobre como teve uma crise depressiva e de como se decepcionou em perceber que seu amado não se importou e desapareceu no momento em que ela mais precisava, mas ao mesmo tempo ela afirma que não precisa de homem nenhum em uma de suas respostas a um comentário (um pouco contraditório mas quem não é?).
Hoje uma amiga me contou muito empolgada que está de affair com um bofe tudo de bom, ela brilhava enquanto me contava, uma pena que esse brilho não me chamuscou nem um pouquinho… num momento idiota meu, até joguei um pouco de poeira nesse brilho dizendo pra ter cuidado pra não se machucar.
Ai vem a lição importante, ela veio de um término de casamento muito sofrido, depois disso um namoro decepcionante (com direito a tapas e ofensas) e ela me disse o seguinte…”Eu não posso pensar no passado, eu começo tudo zerada. Se eu for pensar no que já aconteceu não deixo nada entrar na minha vida, o importante é deixar a oportunidade entrar na sua vida, o não você já tem, mas se você não tentar, você vai ter esse não para sempre! Abre seu coração e você vai ver que sua vida vai mudar!”
Pensei em tudo o que já passei, percebi que desisti. Cansei.
Eu já soube o que é sentir o que ela está sentindo neste momento. Mas no fim, pelo menos pra mim, o que prevaleceu foram as dores.
Não sei se estou disposta a ter mais cicatrizes.

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Fora de mim…

Estar fora de mim, é olhar o mundo com outros olhos, observar o mundo passar, as pessoas irem e virem, é ser apenas um expectador frio e desinteressado.
Estar fora de mim, é olhar o mundo e sentir inveja.
É querer vive.
É querer sentir e não saber como fazer isso.
Estar fora de mim, é como estar dentro de uma caixa escura, abafada e com cheiro de mofo.
É olhar a felicidade alheia com desinteresse e desdém, e imaginar que tal sentimento não faz parte da sua realidade.
Estar fora de mim, é viver no passado, pensando o que poderia ter sido, o que podia ter sido dito, a atitude que deveria ter sido tomada o abraço não dado.
É não saber quando tudo isso começou….não saber quando se expulsou…
Estar fora de mim é não estar no presente, não sentir cheiro nem gosto muito menos esperança…
Estar fora de mim é não ver o futuro… é não dar chance pra nada.
É somente estar dentro de uma caixa escura e mofada, olhando as cores os pássaros e as flores por uma pequena fenda enquanto a sua volta é tudo cinza e solidão…
Queria voltar..mas não sei como…

Sobre solidão, vazio e vida….

Sexta estava eu com uma amiga do trabalho a Tammy,(aquela mesma que tem 21 anos e tem uma maturidade excepcional e uma lucidez incrível) num buteco xexelento do Portal, tomando cerveja e comendo porção de calabresa e bolo(!) e como sempre começamos a filosofar. Eu estava falando sobre o abismo de solidão que existe em mim.
Falar de solidão é um pouco complicado. Falar desse sentimento que tenho é complicado e difícil de explicar… às vezes nem eu entendo.
Contei pra ela sobre como estou incomodada com isso.
O que acontece é que, eu tenho amigos. Tenho pessoas maravilhosas que sempre estão ali comigo, e eu compartilho momentos maravilhosos com eles.
Mas quando eu sozinha… comigo mesma… sinto esse abismo…essa solidão…
Não que eu não goste de estar comigo… não que eu não goste de ficar sozinha com meus pensamentos e filosofices…
Essa minha amiga não concordou com a minha conclusão quando eu disse que achava que estava vivendo a vida dos outros. Que tinha a sensação de que a vida só existia quando estava com eles. Cada momento, cada cinema, cada telefonema, cada risada que eu tinha com eles, cada visita, cada shopping, cada livro e cada música.
Aqueles momentos são fragmentos de vida que eu tenho. A impressão que eu tenho é que a vida acontece pra mim quando estou com eles.
Isso me incomodou um pouco. Porque não tenho “as minhas coisas pra fazer”…
Talvez isso seja a falta de um amor… Aqueeeele “amor”…
Ela disse que não concordava comigo porque eu tinha sim minhas coisas…
Estava super envolvida com a dança, com a música, com os estudos… e assim eu vivia “as minhas coisas”…
Não sei exatamente o que concluir disso… o fato é que eu gostaria de tirar essa sensação de mim…

Um pequeno lado depressivo de ser….


Hoje eu amanheci um pouco pra baixo…
Algumas coisas na vida vão chegando de mansinho, uma aqui, outra ali, até que um Tsunami de verdades, emoções, situações, sentimentos te atropelam e te afogam.
É difícil de submergir…
As vezes ser intensa e muito lúcida tem suas desvantagens por que ter consciência exata dos sentimentos e emoção não é legal, a responsabilidade é maior pois temos que ter mais força pra levantar, nadar com toda a energia possível contra a avalanche de emoções que nos envolve. A ignorância às vezes é bom.
Existe uma frase que diz assim “Decepção não mata, ensina a viver” ou suas vertentes mais engraçadas, “Decepção não mata, ensina a beber”.
Eu discordo completamente dessas frases.
A decepção mata sim. Você morre aos pouquinhos. Suas emoções vão minguando, sua fé nas pessoas vai diminuindo e você vai perdendo a vontade de interagir com tudo. Você vai ficando mais técnica, mais automática, sabe exatamente o que esperar das pessoas, consegue identificar exatamente o que ela pode te oferecer. E isso não é bom… Você acaba virando uma casca vazia…
Me sinto assim…ultimamente as pessoas tem me cobrado muito pra sair,interagir mais. Ontem na casa de uma amiga ela me disse que eu devia aproveitar mais minha juventude e sair mais, dançar mais, conhecer mais pessoas… beijar vários… por que o tempo está passando…
Eu disse que estava me sentindo bem do jeito que estava, que no momento tinha tudo o que precisava e que estava mais preocupada em ganhar dinheiro e melhorar minha vida profissional… Aí meu irmão me perguntou; e o que você tem? Um emprego, um netbook, uma cadela? Muitos esmaltes e maquiagens? O que mais??
Pois é… o Tsunami bateu com bastante força na minha cara…
Tudo bem que tenho vários momentos com amigos queridos, eu compartilho, ajudo, brigo, fico feliz, choro e dou risada junto. Sou incluída em suas histórias, mas eu tenho um mundo só meu que não é compartilhado com ninguém, não há ninguém la fora que possa ou queira compartilhar esse mundo comigo.
É como estar sentada no topo de uma montanha, olhando pra baixo, vendo a vida acontecer lááááá embaixo na aldeia e às vezes a gente até desce pra ver tudo de perto, mas no final do dia você sobe para o topo novamente pra assistir o por do sol sozinha….

P.s… a metáfora da montanha nada tem a ver
de ser melhor ou estar acima os outros, mas sim pelo fato de
a montanha ser o lugar mais vazio e solitário do mundo…