Tag: hipocrisia

Perdão, hipocrisia etc e tal….

Perdão
(origem controversa)
s. m.
1. Remissão de culpa, dívida ou pena. = DESCULPA
2. Absolvição, indulto.
3. Benevolência, indulgência.
interj.
4. Fórmula que exprime um pedido de desculpas.

Fonte: http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx?pal=perd%C3%A3o

Estive filosofando esses dias com algumas amigas sobre isso.
Será que realmente o perdão existe entre as pessoas???
Eu fico imaginando que pouquíssimas pessoas no mundo tiveram essa capacidade e não conheci nenhuma delas.
Pessoas ordinárias como eu ou como você, não temos essa capacidade.
Digo isso porque vejo a atitude das pessoas, e sua capacidade de lidar com as situações.
As pessoas falam que esquecem, que “deixam pra lá” …
Mas seria esse o significado real do perdão???
Se um homem que atira no filho honesto de uma mulher por uma carteira, ela terá a capacidade de perdoar esta pessoa??? Ajudaria este assassino em algum momento??? A resposta “Sim” não seria o verdadeiro significado do perdão???
Esquecer, não desejar mal e não querer prejudicar nem vingança não configuram o perdão. Pelo menos é o que eu acredito!!!
Acredito que as pessoas agem de acordo com a conveniência. São hipócritas. E não há nada mais hipócrita do que uma pessoa dizem que “perdoou”…
Afff!!!Nojinho!!!!


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Mentiras Consensuais

Mentiras Consensuais

Existem pessoas felizes e pessoas infelizes, e todas se questionam.

Umas bebem Campanha e outras, água da torneira, e se fazem as mesmas indagações. Se existe uma coisa que nos unifica são as dúvidas que trazemos dentro de nós.

São pequenas angústias que se manifestam silenciosamente, angústias que não gritam, ou gritam somatizadas em úlceras, insônias e depressões. Angústias diante das mentiras consensuais.

O que são mentiras consensuais?

São aquelas que todo mundo topou passar adiante como se fosse verdade. Aquela que ouvimos de nossos pais, eles de nossos avós, e que automaticamente passamos para nossos filhos, colaborando para o bom andamento do mundo para uma sanidade comum. O amor, o sentimento mais nobre e vulcânico que há tornou-se a maior vítima deste consenso.

Mentiras consensuais:o amor não acaba, não se pode amar duas pessoas ao mesmo tempo, quem ama quer filhos, quem ama não sente desejo por outro, amor de uma noite só não é amor, o amor requer vida compartilhada, amor entre pessoas do mesmo sexo é inatural.

Tudo mentira! O amor, como todo sentimento, é livre. É arredio a frases feitas, debocha das regras que tentam lhe impor. Esta meia dúzia de coordenadas instituídas como verdades fazem  com que muitas pessoas achem  que estão amando errado, quando estão simplesmente amando. Amando pessoas mais jovens ou mais velhas ou do mesmo sexo, ou Amando pouco ou amando com exagero, amando um homem casado ou uma mulher bandida ou platonicamente, amando e ganhando, todos eles, a alcunha de insanos, como se pudéssemos controlar o sentimento. O amor é dono dele mesmo, somos apenas seu hospedeiro.

Há outros consensos geradores de angústia; o mito da maternidade, a necessidade de um Deus, a juventude eterna.

Sobem e descem de ônibus milhares de passageiros que parecem iguais entre si, porém há entre eles os que não gostam de crianças, os que nunca rezaram, os que estão muito satisfeitos com suas rugas e gorduras, os que não gostam de festas e viagens, o que odeiam futebol, os que viverão até cem anos fumando, os que conversam telepaticamente com extraterrestres, os ermitões, enfim, os desajustados de um mundo que só oferece um molde.

Todos nós, que estamos quites com as verdades concordadas, guardamos, lá no fundo, algo que nos perturba, que nos convida para o exílio, que revela nossa porção despatriada. É a parte de nós aceita a existência das mentiras consensuais, entende que é melhor viver de acordo com o estabelecido, mas que, no íntimo, não consegue dizer amém.