Acabou a palhaçada!!!!

Ficou aqui em casa porque uma amiga da minha mãe disse que queria mas como nem todo mundo mantém a palavra, no final tivemos que nos responsabilizar por ela.
“Ela”, não tinha nome, eu não dei porque me conheço, sei como eu sou quando crio vínculos, no entanto com essa situação eu aprendi que não adianta não querer aprender, se a vida te coloca em uma situação em que você precisa enfrentar seus sentimentos, não adianta tentar se proteger, a vida vai te atropelar sem um pingo de dó. Resta estar forte pra aguentar o baque.
Bem, ELA não tinha nome, mas tinha personalidade e necessidades, necessidades das quais eu era responsável por atender. Fazer o leite, dar a mamadeira de hora em hora, acordar de noite pra ver se está tudo bem ensinar a usar a caixinha…
Ela literalmente cabia na minha mão e era tão frágil e assustada. As patinhas eram tão pequenininhas e delicadas que pareciam de brinquedo. Ela tinha um fedorzinho de bebê e leite muito característico que nem o banho que eu dei com Shampoo e K-Otrine pra matar os carrapatos foram capazes de tirar. Eu tentava não olhar em seus olhos azuis e nem ouvir seu ronronar enquanto mamava ou pedia carinho… Enfim, ela ganhou o nome de Júlia através da minha priminha. E foi nessa mesma semana que Júlia foi embora. Ganhou um lar com pessoas que com certeza a amarão como ela merece. E foi nessa mesma semana que eu tive o começo da maior crise de “Ites” que eu não passava a mais de 5 anos.
Vivendo a vida da melhor forma.
O título desse Blog nunca fez tanto sentido quanto estes últimos tempos, mais precisamente do ano de 2016 até aqui.
Quem diria que depois de passar tanta merda, duas mortes devastadoras na família, presenciar tão de perto uma tentativa de golpe tão cruel em uma pessoa de tão bom coração, desemprego, angústia e ansiedade crescendo na mesma proporção da minha massa corpórea, luta diária pra não cair no abismo do desespero, a conexão com uma gatinha de rua e o adeus fosse me derrubar de forma tão devastadora. Quem diria que as lágrimas que derramei quando ela foi, no dia seguinte tenha se transformado em doença na qual ainda não me recuperei completamente mesmo tendo se passado mais de um mês! Quem diria!
Talvez eu seja a DramaQueen.
Talvez tenha sido apenas a gota d’água.
Talvez sentimentos negativos represados podem se transmutar em algo que seu corpo cobrará. Resta saber o que fazer com eles.
Talvez eu só esteja de TPM.
Talvez eu ainda tenha coisas a aprender.
De tudo isso eu tenho certeza de duas coisas:

  • Definitivamente não sou capaz de trabalhar com resgate de animais (não sem me destruir aos poucos);
  • O ano novo começou agora! Quero que as coisas mudem! É o ano do Galo!! Acabou a palhaçada!!!

?????????????

 

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