Mês: dezembro 2006

Covardia

O que fazer quando se ama uma pessoa que não te corresponde??

O que fazer para esquecer os momentos passados juntos sem que seja preciso levar uma marretada na cabeça pra fundir a cuca??

Fico pensando e imaginando… Pensando… Pensando… Pensando… Pensando… Pensando… Pensando…

E às vezes eu tenho teoria malucas sobre o amor, sobre paixão, sobre relacionamentos… Como diria uma Filósofa (!) [nem vou explicar quem é a filósofa!!!!] "É tudo muito relativo!".

O que penso é que hoje em dias as pessoas são covardes porque tem medo de falar sobre seus sentimentos, tem medo de sentir!!

Olha o absurdo!!! As pessoas têm medo daquilo que mais nos torna humanos!!! Sentir…

 Aí cheguei à conclusão que essas pessoas são dignas de pena!

Eu posso amar, eu sei amar, e isso é problema meu!

Posso amar independente de qualquer coisa, pois isso foi uma conquista minha.

Eu sei falar sobre meus sentimentos sem medos, sem cobranças, abro meu coração sem ressalvas. E continuo amando quem eu escolhi para amar, independente de não ser amada pela mesma. Isso sim é vitória! Se tudo acaba e ficam somente as lembranças, a única coisa que resta no final é pena, porque o ser amado não soube receber esse amor, achou que não merecia o que eu tinha pra dar, e vai continuar assim, sem merecer vivendo uma vida de mentiras, de ilusões e desilusões sem sentir, sem se arriscar, sem amar.

Quem sai perdendo nessa história????

Eu posso amar e falar sobre isso, e você? Você consegue????

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Mentiras Consensuais

Mentiras Consensuais

Existem pessoas felizes e pessoas infelizes, e todas se questionam.

Umas bebem Campanha e outras, água da torneira, e se fazem as mesmas indagações. Se existe uma coisa que nos unifica são as dúvidas que trazemos dentro de nós.

São pequenas angústias que se manifestam silenciosamente, angústias que não gritam, ou gritam somatizadas em úlceras, insônias e depressões. Angústias diante das mentiras consensuais.

O que são mentiras consensuais?

São aquelas que todo mundo topou passar adiante como se fosse verdade. Aquela que ouvimos de nossos pais, eles de nossos avós, e que automaticamente passamos para nossos filhos, colaborando para o bom andamento do mundo para uma sanidade comum. O amor, o sentimento mais nobre e vulcânico que há tornou-se a maior vítima deste consenso.

Mentiras consensuais:o amor não acaba, não se pode amar duas pessoas ao mesmo tempo, quem ama quer filhos, quem ama não sente desejo por outro, amor de uma noite só não é amor, o amor requer vida compartilhada, amor entre pessoas do mesmo sexo é inatural.

Tudo mentira! O amor, como todo sentimento, é livre. É arredio a frases feitas, debocha das regras que tentam lhe impor. Esta meia dúzia de coordenadas instituídas como verdades fazem  com que muitas pessoas achem  que estão amando errado, quando estão simplesmente amando. Amando pessoas mais jovens ou mais velhas ou do mesmo sexo, ou Amando pouco ou amando com exagero, amando um homem casado ou uma mulher bandida ou platonicamente, amando e ganhando, todos eles, a alcunha de insanos, como se pudéssemos controlar o sentimento. O amor é dono dele mesmo, somos apenas seu hospedeiro.

Há outros consensos geradores de angústia; o mito da maternidade, a necessidade de um Deus, a juventude eterna.

Sobem e descem de ônibus milhares de passageiros que parecem iguais entre si, porém há entre eles os que não gostam de crianças, os que nunca rezaram, os que estão muito satisfeitos com suas rugas e gorduras, os que não gostam de festas e viagens, o que odeiam futebol, os que viverão até cem anos fumando, os que conversam telepaticamente com extraterrestres, os ermitões, enfim, os desajustados de um mundo que só oferece um molde.

Todos nós, que estamos quites com as verdades concordadas, guardamos, lá no fundo, algo que nos perturba, que nos convida para o exílio, que revela nossa porção despatriada. É a parte de nós aceita a existência das mentiras consensuais, entende que é melhor viver de acordo com o estabelecido, mas que, no íntimo, não consegue dizer amém.

O Amor

O que é o amor?

 

Uma pergunta muito difícil de ser respondida e facilmente confundida com outros sentimentos.

Parto do princípio que o amor é um sentimento bom.

O sentimento que move, ou deveria mover, o mundo e as pessoas.

É o início de tudo, o pilar no qual deveria se basear todos os relacionamentos das pessoas.

Se o amor é bom e perfeito ele não vem acompanhado de nenhum sentimento negativo.

 

…" Quem ama chora!" "Quem ama tem ciúmes!" "Quem ama cuida!"…

 

O amor é doar, podemos ceder a algumas pessoas sem nos anularmos.

O amor é desapego, nada nesse mundo nos pertence, tudo é passageiro até mesmo o Universo muda e transmuta, as pessoas estão sujeitas à essa lei.

O Amor não é ciúme nem posse, se estamos bem conosco mesmos não vamos ter o sentimento de perda e sabemos que quem amamos não é propriedade nossa, não nos pertence.

O Amor é livre de desconfiança, pois a confiança está dentro de nós.

O Amor não é incompreensão, ele aceita e entende que todos nós temos diferenças, temos crenças, pensamentos e atitudes diferentes.

O Amor é compartilhar sem cobrar, ele não sente a necessidade do controle “faça assim do meu jeito!", "seja assim como eu quero!"

Nada disso faz parte do sentimento chamado amor.

Acima de tudo o amor está dentro da própria pessoa, quando você ama a si próprio, quando se aceita com suas qualidades e defeitos tudo é pleno e completo.

Então, antes de amar os outros e o mundo, ame a si mesmo, se aceite assim como você é, porque somente nos amando muito é que atrairemos alguém que nos ame e nos aceite.